É no Polo Ccentral do MHNC-UP, localizado no coração da Baixa Portuense, que estão concentradas as suas colecções históricas, as quais surgem com a criação das primeiras aulas públicas de ensino de Náutica (1762) e Debuxo e Desenho (1779), que constituem os antecedentes da U. Porto. Ao longo do tempo, colecções de geologia, paleontologia, zoologia, arqueologia e etnografia, botânica e ciência multiplicaram-se na sua tipologia e diversidade, constituindo-se como o resultado de dois séculos e meio de aquisições para os núcleos museológicos de faculdades e departamentos, recolhas para o desenvolvimento de actividades pedagógicas, colheitas para investigação, e incorporação de doações/legados cedidos por coleccionadores ou pelas respectivas famílias.

A colecção de geologia é composta por rochas e minerais originários, principalmente, de Portugal e do resto da Europa, estes últimos resultando essencialmente de aquisições realizadas no final do século XIX e início do século XX. Agregada à grande área da geologia, a colecção de paleontologia reúne fósseis animais e vegetais e resulta de colheitas efectuadas por geólogos, desde o final do século XIX, e de uma política de aquisição de peças promovida no início do século XX.

No âmbito da zoologia, destacam-se as colecções de insectos, conchas de moluscos, aves e mamíferos. Algumas destas, pela sua dimensão e representatividade, constituem colecções de referência, sobretudo a nível da fauna portuguesa. Os exemplares, preservados através de diferentes metodologias de conservação e adquiridos por investigadores da U.Porto em finais do século XIX e início do século XX (para além de algumas incorporações recentes), são sobretudo provenientes de Portugal e de países de língua portuguesa (como Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor).

No que diz respeito à arqueologia e etnografia, o MHNC-UP alberga importantes colecções etnográficas e arqueológicas de geografias nacionais e estrangeiras, exemplares de arte Africana, Asiática e da Melanésia, bem como instrumentos, ferramentas e documentação de suporte redigida pelos seus investigadores e coleccionadores. A maior parte das colecções provém do Instituto de Antropologia Dr. Mendes Corrêa, criado no início do século XX e no âmbito do qual foram realizadas algumas das maiores expedições e missões antropológicas organizadas pelo estado português, existindo também algum espólio e documentação decorrente das actividades realizadas pela Sociedade Carlos Ribeiro (fundada em 1887 e no activo até ao final da primeira década do século XX).

O Herbário da U.Porto (sigla internacional – PO), transferido para as instalações do Polo Central do MHNC-UP em 2015, representa um importantíssimo contributo para o seu extraordinariamente rico acervo. Com milhares de espécimes, preparações microscópicas, index seminum, ilustrações, fotografias e modelos datados dos séculos XIX, XX e XXI, o Herbário da U.Porto contém exemplares de colectores que herborizaram espécies recolhidas por toda a Europa, Macaronésia e muitos países africanos como São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola, entre outros.

Já no contexto das ciências exactas, o acervo do MHNC-UP contempla relevantes colecções de instrumentos científicos do século XIX e do início do século XX. Adicionalmente, está prevista para 2017-18 a recuperação do Laboratório Químico Ferreira da Silva, que, datando do início do século XX, permitirá constituir, em conjunto com os Laboratórios das Universidades de Coimbra (século XVIII) e Lisboa (século XIX), uma tríade histórica nacional de carácter único a nível mundial.

Em 2014, o MHNC-UP teve ainda o privilégio de receber a importante doação do arquivo científico do biólogo Desmond Morris reconhecido pela sua proeminente obra ao nível do estudo do comportamento.

O Polo Central do MHNC-UP está actualmente a ser sujeito a uma profunda intervenção de reabilitação, não só ao nível da requalificação infraestrutural, mas também no que diz respeito ao tratamento e reacondicionamento das suas colecções e à redefinição do seu discurso museográfico, encontrando-se, por isso, encerrado ao público de momento.

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Core Pole

The Museum’s historical collections that originally come about along with the creation of the first public Nautical Class (1762) and Sketching and Drawing Class (1779), which have been in the origin of U.Porto, are located in its Core Pole, which sits precisely at the heart of Porto’s most touristic district. Along the years, collections of geology, paleontology, zoology, ethnography and archaeology, botany and science have expanded in type, range and diversity, now standing as the result of two and a half centuries of acquisitions for the University’s faculties and departments, collection for the development of educational and research activities, and incorporation of donations/legacies offered by collectors and their families.

The geology collection is composed of rocks and minerals mostly originated from Portugal and the rest of Europe, these later mainly resulting from acquisitions processed in the last part of the XIX century and the beginning of the XX century. Linked to the main area of geology, the paleontology collection comprises animal and plant fossils brought to the Museum as the result of donations put forth by geologists since the last phase of the XIX century, as well as of an acquisition policy enforced in the beginning of the XX century.

In regards to zoology, one must highlight the collections of insects, mollusc shells, birds and mammals. Some of these, given their representativeness and dimension, are reference collections, especially in relation to the Portuguese fauna. The specimens, preserved through different conservation methodologies and obtained by U.Porto researchers in the last part of the XIX century and the beginning of the XX century (to which some much more recent incorporations add up), have their origin mostly in Portugal and in Portuguese-speaking countries (such as Brazil, Angola, Mozambique, Guiné-Bissau, Cape Verde and Timor).

The MHNC-UP harbous important ethnography and archaeological collections from national and foreign origin, African, Asian and Melanesian art objects, as well as instruments, tools and support documentation prepared by its researchers and collectors. Most of the collections have their origin in Dr. Mendes Corrêa Anthropology Institute, which was created in the beginning of the XX century and in the context of which some of the major expeditions promoted by the Portuguese Crown took place. Likewise, there are also assets and documents resulting from the activities of the Carlos Ribeiro society (founded in 1887 and which remained active until the end of the first decade of the XX century).

U.Porto’s Herbarium (International acronym – PO), transferred to the facilities of the Core Pole of the MHNC-UP in 2015, represents an important contribution to its incredibly rich collections. Holding thousands of specimens, microscopic slides, index seminum, illustrations, photographs and models dating from the XIX, XX and XXI centuries, the Herbarium contains objects resulting from an intense activity of collectors who gathered specimens obtained from countries all over Europe, Macaronesia and Africa, including São Tomé and Princípe, Mozambique and Angola.

In what comes to the exact sciences, the Museum harbours important collections of scientific instruments from the XIX century and from the begging of the XX century. In addition, the complete refurbishment of the Chemistry Laboratory Ferreira da Silva is scheduled for 2017-18. This Laboratory, dating from the beginning of the XX century, together with the Laboratories of the Universities of Coimbra (XVIII century) and Lisbon (XIX century), will allow to create an historical triad devoted to chemistry research that is unique worldwide.

In 2014, the MHNC-UP was granted the privilege to host the scientific archive of the internationally acclaimed biologist Desmond Morris, well known for his conspicuous work in the study of behaviour.

The Core Pole is currently undergoing a deep rehabilitation intervention, not only at an infrastructural level, but also involving the treatment and accomodation of its collections and the redefinition of its museographic discourse. For this reason, this Pole is currently not open to the public.