Escolas Ciência Viva da Terra e do Espaço | Programa Educativo
A Escola Ciência Viva da Galeria da Biodiversidade – Escolas Ciência Viva da Terra e do Espaço aborda as aprendizagens essenciais, de várias áreas de conhecimento do 1.º ciclo do ensino básico, recorrendo a metodologias de trabalho orientadas para a investigação. A orientar as ações a serem desenvolvidas pelos alunos está uma questão-problema central Porque é que (só) há vida (e tanta!) na Terra, estruturando-se a oferta educativa de forma a incentivar a consciencialização dos participantes para a importância do papel desempenhado por cada um de nós no conhecimento e preservação do ambiente, bem como para o reconhecimento do impacto da atividade científica neste âmbito, como forma de assegurar a preservação da vida e do planeta Terra através da construção de um futuro sustentável.
É privilegiada a realização de atividades práticas sobre variados temas no âmbito das ciências, em particular biodiversidade, mas também da tecnologia, literatura e arte. As atividades promovidas focam-se em metodologias ativas centradas nos participantes, de carácter transdisciplinar, assentes em processos de cocriação e reflexão, e todo o trabalho prático promovido, de carácter laboratorial e/ou experimental, segue a metodologia científica, estimulando sempre a criatividade e a curiosidade. A par destas, são também promovidas valiosas atividades de contato com investigadores, artistas e instituições científicas, culturais e de ensino superior.
Durante uma semana, duas turmas do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico, têm a oportunidade de visitar exposições, assistir a sessões de planetário, trabalhar em laboratórios de investigação científica, fazer saídas de campo, realizar experiências e investigações, desenvolver a sua veia criativa e fazer todas as perguntas que entenderem.
Na Galeria da Biodiversidade, exploram, observam e descrevem a diversidade de seres vivos que connosco partilham o planeta. Para além de explorarem a exposição permanente, percorrem o Jardim Botânico da Universidade do Porto e coletam amostras de águas dos seus lagos, nas quais, com recurso ao microscópio e à lupa binocular, descobrem um invisível mundo vivo. Podem também analisar e perceber as semelhanças e diferenças entre as células animais e vegetais. Aliando a criatividade ao rigor científico, criam a sua própria coleção de folhas e outros elementos vegetais, recolhidos meticulosamente no Jardim, aprendendo o que é e para que serve um herbário. Sem esforço, dominam a linguagem da ciência, aprendendo e praticando a escrita de nomes científicos.
Para além, disso, num dos dias viajam até ao Planetário do Porto, onde, através da realização de atividades experimentais, compreendem as condições que um planeta tem de ter para suportar a vida: densidade compatível com planeta rochoso, água líquida, como resultado, também, de uma atmosfera com oxigénio e geradora de efeito de estufa. Aqui também caçam micrometeoritos e compreendem a sua importância na história da Terra e do Sistema Solar.
E para fechar a semana em beleza, à sexta-feira há sempre dois momentos únicos: o já clássico Encontro com o Cientista, ao qual se alia, pela primeira vez, o Encontro com o Artista.



