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Mapas e percursos do Jardim



Plano Geral do Jardim Botânico da Universidade do Porto

Ver mapaO Jardim Botânico da Universidade do Porto, com uma área de cerca de 4 hectares, é um espaço eclético, ordenado e desenhado, com elevado interesse ecológico, estético e referencial. É um lugar rico em plantas, histórias e memórias, onde se evidenciam as intervenções do final do séc. XIX e da segunda metade do séc. XX.

Está organizado em três patamares com caraterísticas muito distintas. No primeiro patamar, situam-se os jardins formais, compartimentados por altas sebes de camélias centenárias, destacando-se os Bosquetes, o Jardim do Xisto, o Jardim do Peixe, o Roseiral e o Jardim dos Jotas. No segundo patamar, encontram-se o Jardim dos Catos e as estufas. O terceiro patamar, a cotas mais baixas, acolhe o Arboreto, a presa e o lago grande.




Percurso Recomendado


Ver mapaOs Bosquetes (3, 4 e 5 no mapa) são pequenos conjuntos arbóreos ordenados que evidenciam traçado e composição pseudo-naturalista, com uma ambiência de penumbra e luz coada.

O Roseiral (10 no mapa) e o Jardim dos Jotas (9 no mapa) são jardins formais, delimitados por sebes altas de japoneiras (Camellia japónica L.) talhadas com um traçado de base geométrica, à moda do final do séc. XIX. O primeiro desenvolve-se como um enorme tapete, a sul da Galeria da Biodiversidade (2 no mapa), enquanto que o segundo apresenta canteiros desenhados por sebes baixas de buxo em forma de jota, as iniciais de João e Joana Andresen, antigos proprietários da Qquinta do Campo Alegre.

O Jardim dos Catos (18 no mapa) é um jardim xerofítico criado nos finais de 1950, que alberga uma interessante coleção de catos e suculentas, sendo rematado a sul pelas estufas desértica e tropical.

O Arboreto (14 no mapa), situado a sul, a cotas mais baixas e ocupando cerca de metade do Jardim, é a zona que alberga plantas lenhosas das mais diversas regiões bioclimáticas do mundo.

O Jardim do Xisto (13 no mapa) foi construído nos anos 1950 no lugar do "ténis”, com um traçado geométrico moderno suavizado pela irregularidade rústica dos materiais. Centrado em pequenos lagos de cultivo de nenúfares e outras plantas aquáticas, evoca ainda as quentes paisagens do Douro.

O Jardim do Peixe (12 no mapa) é um espaço fechado por sebes altas de japoneiras, feito de canteiros de relva bordejados a buxo talhado ("parterre a l’anglaise”). Criado nos anos 1950, na antiga espargueira da quinta, o seu nome atual deve-se à forma do canteiro central.





Uma Seleção de 50 Árvores

Ver mapaA proximidade do Atlântico e um substrato granítico criam condições favoráveis ao cultivo de uma comunidade vegetal variada, robusta e multiestratificada, que integra plantas das mais variadas regiões bioclimáticas do mundo. Na coleção botânica estão representadas plantas de 514 géneros e mais de 1100 espécies. Entre estas, destacam-se alguns exemplares de árvores notáveis de espécies raras, exóticas e autóctones, incluindo cedros (Cedrus spp.), araucárias (Araucaria spp. Juss.), liquidâmbares (Liquidambar styraciflua L.), carvalhos (Quercus spp. L.), tílias (Tilia spp.), tulipeiros (Liriodendron tulipifera L.), cameleiras (Camellia spp. L.), rododendros (Rhododendron spp.), sequoias (Sequoia sempervirens (D.Don) Endl), faias (Fagus spp. L.), biscofias (Bischofia spp. Blume), Braquiquito (Brachychiton spp. (Schott & Endl.).




Uma Seleção de 50 Espécimes Autóctones


Ver mapaNos últimos anos o Jardim Botânico tem apostado no enriquecimento da sua coleção de espécies autóctones. São plantas que existem naturalmente no território português e são muito pouco utilizadas como ornamentais, mas muito interessantes por estarem adaptadas às nossas condições ambientais e promoverem a biodiversidade.

A presença de espécies autóctones faz-se sentir por todo o Jardim, destacando-se: os exemplares notáveis, como o grande sobreiro do Arboreto e os Carvalhos-alvarinhos do Jardim do Liquidâmbar e do Jardim do Xisto; a bordadura mista que rodeia a Galeria da Biodiversidade, composta por conjuntos de árvores, arbustos e herbáceas de espécies típicas das paisagens do nosso país; o Jardim do Xisto, que representa as quentes paisagens do Douro, com os seus muros e calçadas de xisto, vinhas, medronheiros, zelhas e rosmaninho; e a coleção de carvalhos autóctones que se iniciou no Jardim dos Anões e no Arboreto.





Camélias Portuguesas

Ver mapaAo longo de todo o Jardim as camélias são uma presença constante, embelezando-o com as suas flores nos meses mais frios. Na sua coleção existem 25 espécies do género Camellia, algumas das quais conhecidas pela sua utilização na produção de chá, e cerca de 690 pés de cameleiras (Camellia japonica L.), das quais 99 são de origem portuguesa. Grande parte desta coleção foi plantada no séc. XIX, tendo os exemplares/cultivares sido disposto/as de uma forma invulgar, em sebe talhada, e mantidas, no arboreto, em crescimento livre. Em 2020 o Jardim Botânico da Universidade do Porto foi distinguido com o estatuto de International Camellia Garden of Excellence pela International Camellia Society.